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Maria da Luz – Irmã Adélia – A menina que foi toda de Maria

IMG-20151009-WA0015Muito se fala de Maria da Luz, ou Irmã Adélia, mas a verdade é que pouco ela falou. São raríssimos os relatos nos quais ela se pronuncia. Tenho especial carinho por esta matéria publicada pelo Diário de Pernambuco. Neste texto, a sempre muito fechada Irmã Adélia, parece “baixar a guarda” e fala de coisas que geralmente ela silenciava. Mais detalhes sobre a vida de Irmã Adélia enquanto criança, você pode encontrar no link mensagens. Lá falamos sobre as mensagens de Nossa Senhora em Cimbres e contextualizamos os acontecimentos que se deram em 1936.

“Recife, Domingo, 20 de Setembro de 1998

Visões santas que arrebatam a fé.

Freira das Damas Cristãs consegue ver Nossa Senhora e, segundo fiéis, chega a conversar com a mãe de Jesus.

Sebastião Araújo.

Da equipe do DIÁRIO

A fala mansa, o jeito calmo e uma aparência de extrema simplicidade somente aumentam o carisma de Irmã Adélia junto aos seus fiéis. Atrás da freira de 75 anos, pertencente à Ordem das Damas Cristãs, está uma história de curas extraordinárias, romarias e devoções. Desde quando, em 1936, ao lado da amiga Maria da Conceição, presenciou, conforme garante, aparições de Nossa Senhora, no sítio Cimbres, em Pesqueira, tornou-se alvo de estudos e discussões no meio eclesiástico. Os seus seguidores garantem: até hoje a vidente continua conversando com Nossa Senhora. A freira não confirma. Mas, pelo menos nas quintas-feiras ao entardecer, na igrejinha de São José, no Carmo, em Olinda, há um momento de comoção. Os fiéis contam que Irmã Adélia começa a rezar como se estivesse conversando com a santa. Nessa hora, é “como se uma forte energia tomasse conta de todo mundo”, conta uma devota. Irmã Adélia, na certidão de nascimento Maria da Luz Teixeira de Carvalho, evita o quanto pode a Imprensa. Prefere dedicar o seu tempo às obras assistênciais em duas comunidades carentes, uma em Rio Doce e outra na Torre. Depois de ter voltado das comemorações religiosas em Pesqueira, na semana passada, ela resolveu quebrar o silêncio e conversou com exclusividade com o DIARIO DE PERNAMBUCO. No início, mostrou-se reservada. Depois de dez minutos, o seu carisma e meiguice sobressaíram, deixando a impressão de uma mulher com uma grande força religiosa. E, por trás do hábito, uma pessoa que gosta de chocolate, mas não pode comer devido ao diabetes, que assiste aos jornais na TV, quando tem tempo, e que gosta de festas de São João e das músicas do Padre Zezinho e de Roberto Carlos.

DIARIO DE PERNAMBUCO – É verdade que a senhora costuma manter contatos com Nossa Senhora?

IRMÃ ADÉLIA – Eu não quero novidades e nem falar algo que possa me prejudicar. Sobre essa questão, eu guardo silêncio no meu coração.

DP – E o seu primeiro contato com ela em 1936, como foi?

IA – Nossa Senhora mostrava a mão com sangue e dizia vir um tempo de terror,com a Guerra da Espanha, com o Comunismo querendo entrar no Brasil e com o flagelo dos ataques de Lampião, na época. Ela se compadeceu do seu povo e veio pedir penitência e oração.

DP – Digamos que hoje a senhora conversa com ela. O que pede a santa à humanidade?

IA – Ela mostra a mão com a chaga de sempre e pede penitência e oração para esse momento de tanto flagelo. O mundo está cheio de violência. Nós não somos órfãos, temos uma mãe que nos ajuda em todas as dificuldades, em todas as horas.

DP – Nossa Senhora continua operando graças?

IA – A festa de Cimbres, esse ano, no final de agosto, agradou a Nossa Senhora pelas penitências e orações que os peregrinos fizeram. Houve piedade na vigília noturna e uma surpresa: chegaram três bispos para celebrar a missa. Eles representaram os três pastores de Fátima. Nossa Senhora ficou satisfeita com a festa. Podemos considerar que a presença dos três foi uma graça dela para os peregrinos. Ela não faz milagres, apenas dá a graça e cada um a recebe de acordo com a sua fé.

DP – Muita gente já está vendo na senhora uma santa. Como encara este fato?

IA – Eu me sinto humilhada, porque não gosto de ser chamada de santa. Estou no caminho da santidade, mas Deus sabe que eu sou fraca e frágil diante Dele. Não sei até que ponto minhas orações chegam lá. Recebo muitas pessoas, diariamente, rezo e distribuo com elas a água de Nossa Senhora. Elas dizem que recebem muitas graças, mas eu apenas me entrego a Deus e Ele faz através de mim o seu trabalho. Sou só um instrumento.

DP – A senhora consegue prever como será nosso futuro, como será o fim dos tempos?

IA – Tudo depende da nossa vida atual. Quem faz o bem, colherá o bem. Quem faz o mal, colherá o mal. O que é semeado hoje será colhido no futuro.

DP – A senhora está cumprindo uma missão?

IA – Sigo os mandamentos da Lei de Deus. A Igreja ensina a seguir o Evangelho, a Bíblia. Eu prefiro continuar no meu silêncio. Sou muito simples. Vivo com as irmãs a vida do convento. Sou feliz. Sou a pessoa mais feliz do mundo. Nada me incomoda, porque sigo a vida religiosa como ela é. Todos os dias me ajoelho e agradeço pela noite que terminou e pelo dia que começa para que eu possa me santificar. Eu desejo ser santa. Estou no caminho.”